Sequoia & Kings Canyon National Park

Eu sei que o blog inicialmente deveria focar somente em Los Angeles, mas não resisto em falar da California também, considerando que é um estado maravilhoso e muito diversificado.

Quando cheguei em Los Angeles em 2012, uma das minhas primeiras viagens foi para o Sequoia & Kings Canyon National Park.

O Sequoia Park fica a aproximadamente 4 horas de LA de carro e eu fiquei durante um final de semana por lá.

Este parque na verdade compõe uma grande região à leste da California chamada Sierra Nevada e inclui o Sequoia Park, Kings Canyon e o famoso Yosemite Park. A natureza é bastante semelhante nesta região e muita gente vai pra lá pra acampar, esquiar, ver cavernas e principalmente, conhecer as gigantescas árvores de Sequoia. Em português, chama-se “Sequoia-gigante” e são as maiores árvores do mundo em termos de volume. Vivem por muitos anos e são consideradas fósseis-vivos.

Quando planejar uma visita ao parque, além de verificar o transporte, estadia, alimentação… verifique também informações no site oficial sobre os horários e dias disponíveis. O site também mantém atualizado alertas para áreas de perigo que você deve evitar ou que estão fechadas devido a reformas.

California, USA

California, USA

Como chegar lá?

Fomos num grupo de cinco pessoas em um carro apenas, uma amiga ofereceu o carro dela e não precisamos dividir nem o combustível… Mas para aqueles que querem dicas de como chegar e os custos, aí vai:

Da região sul de Los Angeles até o parque são cerca de 178 milhas ou 286 km. Lembrando que o Kings Canyon fica mais ao norte do Sequoia Park e se quiser ir até lá leva mais uma horinha. Eu recomendo que a melhor forma de ir é de carro. Não encontrei nenhuma informação sobre ônibus que vão até lá, exceto aqueles em grupos de turismo/excursão. Uma dica é atentar para a estação do ano que você decidir ir e se estiver nevando por lá, cuide dos pneus com as “snow chains or tire chains“, aquelas correntes que envolvem os pneus pra ajudar na tração do carro dirigindo na neve.

Se for de carro, o gasto com combustível vai depender: do número de pessoas que irão dividir, a variação dos preços da gasolina, o tipo de carro e o trajeto… Mas reserve aí pelo menos uns USD 40 pra ajudar. Se resolver alugar um carro, recomendo as companhias mais baratas de LA: AVIS, HERTZ e a ENTERPRISE. O valor também vai depender dos fatores mencionados acima, mas em média, dividindo os gastos, pode separar pelo menos USD 30-60 pro final de semana com o aluguel. Vale lembrar que a maioria destas companhias tem regras de aluguel pro final de semana e geralmente você acaba tendo que ficar pelo menos 3 dias com o carro devido aos horários de busca e entrega dos carros, por isso PLANEJAR SEMPRE!

Sequoia Park, CA, USA

Onde comer?

Embora hoje eu seja mais “seletiva” com o que eu como, na época, estudante, grana curta, o que viesse tava bom demais… Então as opções que eu tenho se baseiam nas recomendações do site oficial. Fora do parque, nas cidades ao redor (principalmente nas highways), pode ter certeza que terá um McDonald’s, In-n-Out, Subway, entre outras redes de fast-food.

 

Onde ficar?

Opções de estadia não faltam naquela região, tudo depende do seu propósito e do seu bolso. Eu dividi um quarto de Motel na beira da estrada com +4 amigos e tava ótimo demais. Na verdade, o hotel que decidir ficar será puramente pra dormir, afinal, quem quer ficar num quarto de hotel quando tem uma natureza linda lá fora te esperando? … O ilustríssimo motel Super 8 serviu muito bem as nossas necessidades na época, bem simples, confortável e com diárias baratas incluindo o café continental (continental breakfast). Para aqueles interessados em gastar um pouco mais com estadia, sempre tem as rede populares, tais como o Confort Inn. Para os mais aventureiros tem a opção de camping na região.

Montanhas no Sequoia Park, CA, USA

Montanhas no Sequoia Park, CA, USA

Quando visitar?

Visitar o parque pode ser lindo em qualquer parte do ano. Eu visitei durante a primavera (Abril a Junho) então o clima estava agradável (cerca de 25ºC durante o dia) e ainda pude ver um pouquinho de neve… A vantagem de visitar nessa estação é que algumas cavernas estão abertas, tal como a Cristal Cave. Sem contar a natureza florida ao redor.

Durante o verão (Julho – início de Setembro), claro o clima mais quente, quase toda a neve já derreteu e boa parte dos locais estão abertos pra visita. Ótimo pra fazer trilhas e acampar, lembrando sempre de se hidratar muito porque nessa época fica realmente quente e seco.

O Outono (final de Setembro a Novembro) é uma das minhas estações favoritas e como tal, acho que a natureza fica belíssima por lá, infelizmente talvez não seja uma das estações mais favoráveis pra aproveitar o parque. O clima volta a esfriar, alguns lugares já estão fechados ou tem horário de funcionamento limitado, além disso, em Novembro pode chover e estragar o seu passeio.

Durante o inverno (Novembro a Abril) pode esperar muita neve. Pode ser lindo principalmente para os novatos com a neve, porém, muitas estradas estão fechadas, pode ser perigoso em algumas regiões e você tem que ir bem preparado (com o carro, equipamentos, roupas…).

Cave at Sequoia Park, CA, USA

Cave at Sequoia Park, CA, USA

Sequoia Park, CA, USA

Sequoia Park, CA, USA

Sequoia National Park, CA, USA

Sequoia National Park, CA, USA

Existem diversas trilhas e estradas no parque e com certeza você não verá tudo em apenas um dia. Alguns locais mais famosos incluem:

The General Sherman Tree, considerada a maior árvore do mundo em volume;

General Grand Tree, a famosa “árvore de natal” da nação norte americana;

Moro Rock, uma rocha com uma trilha até o topo numa elevação de mais de 2.000 metros e com um visual surreal (foi um dos lugares mais lindos que vi)!

Sequoia tree, CA, USA

Sequoia tree, CA, USA

Topo do Moro Rock

Topo do Moro Rock

DSCN0853 IMG_8069

Subida para Moro Rock

Subida para Moro Rock

Nem precisa de legenda, né?!

Nem precisa de legenda, né?!

Twin Sequoia trees

Twin Sequoia trees

Lembre-se de registrar os momentos mas acima de tudo, curta a natureza por lá!

 

Status update

Um ano após a criação deste blog aqui estou eu novamente pra tentar manter vivo meu plano inicial de postar coisas sobre Los Angeles e minha jornada aqui como estudante.

Eu sei que prometi há um ano atrás que tentaria mantê-lo atualizado mas realmente foi difícil manter isso. A verdade é que eu tive um ano muito ocupado em todos os sentidos, foi um ano de muito crescimento pessoal e muitas mudanças em minha vida. Agora, pertinho de voltar para o Brasil eu espero aos poucos conseguir postar pelo menos um terço do que eu vivi e ainda estou vivendo em LA.

O blog ganhou mais visibilidade do que eu esperava e pelos comentários e e-mails que recebi, as dicas que eu postei aqui serviram pra várias pessoas e eu fiquei muito feliz com isso. Realmente, quando procuro blogs ou qualquer página online sobre Los Angeles, emissão de vistos ou até mesmo sobre o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) e que sejam em português, o resultado é praticamente zero e na maioria das vezes nenhum site aborda em detalhes estes temas. Portanto, espero também que os próximos posts contribuam de alguma forma para todos que lerem.

Pois então. Há duas semanas atrás eu sofri um acidente de moto aqui em LA, pra ser mais exata, ocorreu entre a Pico Blvd e a Flower St. (Downtown LA – Centro de LA). Uma pessoa atravessou o sinal vermelho e acabou batendo em mim e no piloto da moto. Ao mesmo tempo, uma terceira pessoa na pista ao nosso lado acabou batendo também nessa pessoa que bateu em nós (óbvio, o sinal estava verde pra nós). Enfim, uma tragédia total. Por sorte, intervenção divina, seja lá o que for, eu “só” quebrei o tornozelo. Não perdi consciência mas senti a pior dor do mundo e realmente foi um trauma, em todos os sentidos. Tive que passar por uma cirurgia um dia após o acidente. Segundo o relatório da cirurgia, foi uma fratura aberta, havia ar na articulação e basicamente todos os ligamentos/tendões laterais do meu tornozelo esquerdo foram massacrados. A cirurgia foi um sucesso e não precisei de nenhuma prótese. Fiquei hospitalizada por uma semana no California Hospital Medical Center (Downtown LA, pertinho de onde ocorreu o acidente). Foi a minha primeira experiência como paciente internada e vendo pelo lado bom, acredito que agora terei muito mais empatia ao lidar com pacientes no futuro. Depender dos outros pra tudo é uma bosta e tarefas simples como fazer xixi ou tomar banho tornam-se um stress gigantesco. Além da vergonha, do sentimento de impotência total, da dor, da náusea, da ansiedade, do medo… Trauma, como a própria palavra já bem descreve. Falando de trauma, fica uma dica valiosa pra aqueles que tem pessoas próximas vítimas disso: seja qual tenha sido o trauma, o traumatizado precisa do seu apoio e não da sua opinião, a não ser que ela venha trazer algo positivo, porque de negativo já basta o trauma. Tem sido muito importante pra eu, nesta fase, receber mensagem dos amigos e da minha família e saber quem se preocupa comigo e está ao meu lado (nem sempre fisicamente) pra me dar apoio. Na verdade foi isso que mais contribuiu pro meu bom humor ao lidar com essa situação toda.

Foi também uma experiência diferente pois estava lidando com o “sistema” de saúde americano que como muitos bem sabem, é considerado um verdadeiro caos, em fase de mudanças, sem seguro-saúde você tá fudido e de graça nem injeção da testa. Pois é, pro meu desespero na hora, eu estava com o meu seguro vencido no dia do acidente, ou seja, sem seguro (não vale a pena detalhar os motivos disso porque renderia outro post e também porque é irrelevante questionar isso agora…). Los Angeles County ou LAC (Distrito de Los Angeles) tem um tipo de programa no qual para aqueles que são vítimas de traumas de qualquer tipo e não possuem seguro, mesmo sendo estrangeiros, o LAC paga todas as despesas hospitalares. Claro, eu tô dentro do programa agora. Para as despesas pré (ambulância por exemplo) e pós hospitalares, consegui um attorney (Advogado) que está coordenando toda a burocracia pra fazer a pessoa responsável por isso pagar estas despesas e quem sabe, ainda sobrar uma indenização pra mim. Parece que tudo ficará bem no final, claro que o buraco é mais embaixo e nem tudo soa tão tranquilo, mas deixa pra lá esses detalhes… O que eu quero focar é no atendimento que recebi desde o momento do acidente. Podem falar o que for, mas agora vou babar ovo meeeeeeesmo: é pago, é, é caro, é (nem tanto assim e opções não faltam), mas vale a pena! A ambulância veio rápido, recebi apoio da polícia, paramédicos e até do corpo de bombeiros. O atendimento hospitalar foi excelente, desde a emergência até na clínica médica. Acho que o maior destaque são aos aparatos tecnológicos e a preocupação dos profissionais em garantir um check-up completo e rápido e o bem-estar do paciente. Talvez eles exagerem um pouco no gerenciamento da dor. Quanto aos profissionais, acredito que não foi tão diferente quanto o que eu vejo no Brasil, o que é ótimo, seguem padrões bem semelhantes. A conhecida tecnologia-dura, ou aquela que envolve as ferramentas, os instrumentos, não são muito exploradas na faculdade e nem são consideradas as mais importantes, mas são sim essenciais e fazem muita diferença no prognóstico do paciente, eu percebi isso nitidamente. Eu poderia destacar vários exemplos mas não quero prolongar mais ainda o post e também não é esse o foco agora.

Agora estou em processo de recuperação, realizando fisioterapia, quiropraxia, tomando remédios pra dor e antiinflamatórios. Tirei os pontos da cicatriz semana passada e agora ando com o auxílio de uma bota ortopédica e um andador (purinho uma vovó). Ainda não consigo dar um passo sozinha mas to evoluindo todos os dias e logo estarei sapateando andando por aí … O pior já passou, eu espero.

Não fui tão prejudicada com as aulas pois o trimestre tá acabando mesmo (finals week) e por enquanto tô me virando enviando as tarefas por email e contatando professores quase que diariamente sobre minha situação e realizando tarefas extra-curriculares. Até o momento, se tudo der certo, mantenho a data de retorno ao Brasil no final de Abril.

Confesso que estas últimas semanas aqui estão sendo verdadeiramente bittersweet pra mim. Eu acho que encontrei meu “lugar ao sol” aqui, me identifiquei bastante com as pessoas que conheci, parece que consigo ser mais eu mesma agora. Mas eu também preciso formar e este é meu maior estímulo pra voltar ao Brasil. Tenho saudade da família e dos amigos (dos verdadeiros, que são poucos), mas do resto…não. Não quero ser “filha ingrata” mas se é pra ser feliz de verdade, tem que ser onde nos sentimos plenos, vivos, seja onde for.

“Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma para sempre.”

(Clarice Lispector)

Um pouco sobre a experiência de morar numa “co-op housing”/universidade cooperativa…

Aqui em LA, estou morando na University Cooperative Housing Association (UCHA), assim como esta, viver numa co-op (como a maioria fala) pode ser uma experiência maravilhosa para aqueles com a mente aberta para novidades, disposição pra aprender e trabalhar! Esse tipo de moradia pode ser encontrado em outros lugares além dos EUA e é uma opção bem rentável pra quem prefere gastar pouco (uma pechincha praticamente) por moradia e alimentação.

No site da UCHA você encontrará a maioria das informações sobre como funciona morar aqui, dentre outras informações. Eu estou morando num dos 3 prédios pertencentes à co-op e divido um quarto com banheiro com + 2 moças. Confesso que fui privilegiada em conseguir isso pois para a maioria dos novatos são oferecidos quartos para 3 pessoas porém com banheiro compartilhado com pelo menos mais 6 pessoas, tudo depende da época que você vem pra cá. Normalmente o verão é vazio aqui pois muitos estudantes tiram “férias” e a cada mudança de estação, tem tipo uma “semana de saco cheio” onde vários estudantes também viajam ou retornam pra sua cidade/casa.

Como membro da coop você tem vários “privilégios” incluídos no pagamento da mensalidade, dentre eles: alimentação (café da manhã, almoço e jantar – nos finais de semana são apenas 2 refeições), além de o tempo todo ter cereais (tem uma máquina gigante de cereais de vários tipos que você fica louca com aquilo, a Ana já ficou, com o pote de peanut butter então nem se fala…ahahahaha), pães, alguns laticínios, frutas, sucos, refrigerantes, água, café, leite… enfim, você é bem servido aqui, fome não passará. Também tem acesso a uma sala de jogos/lazer (pinball, ping-pong, piano…), além de sala de estudos, computadores, impressoras, scanners; também terá sua “caixa de correio” para correspondências externas e internas… Você é responsável pela limpeza do seu quarto e banheiro, eles oferecem todo o equipamento e produtos pra isso, mas você se vira com o restante.

Você também deverá cumprir turnos de 4 horas semanais trabalhando em algum setor daqui. Eu escolhi a cozinha e achei ótimo! Tem várias regras para escolher os dias e horários também, alias, aqui tem tudo muito bem explicadinho num manual que você recebe assim que chega na co-op, pra tudo tem regras e se você violar, vai pagar por elas ahahaha, além de correr o risco de ser expulso também. Trabalhei ontem e hoje (adiantei 1 dia pois semana que vem tenho compromisso com a universidade…) e ameeeeeeeeii! Tem sido maravilhoso, ontem e hoje aprendi várias palavras novas com o tema “comida/cozinha” ahahahaha, as pessoas são muito bacanas, prestativas. Hoje eu aprendi a fazer pancakes, waffles e uns sanduíches malucos deliciosooooos!

A comida é muito variada, tem de tudo, mas sempre tem pratos vegetarianos e asiáticos. Pra falar a verdade, tô comendo melhor aqui do que no Brasil ahahahaha, servem muitas saladas cheias de verduras e folhas diferentes, e menos carne bovina. Alias, não comi carne ainda desde que cheguei, não experimentei, mas já me disseram que não é tão boa.

Outra coisa muito bacana daqui é que você entra em contato com diferentes culturas e pessoas de todos os lugares do mundo o tempo todo! O tempo todo MESMO! Já conheci gente da Índia, China, Coréia (um moooonte), Japão, Venezuela, Chile, Suécia, Espanha, Brasil (um monte ahaha), Itália… Enfim, claro que eu ainda tô chegando e não conheci muito bem ninguém, mas até o momento tem sido maravilhoso!

Praticar o inglês? Claro, o tempo todo! E não precisa ter vergonha, rapidinho você pega o jeito, aprende palavras novas o tempo todo e como sempre as usa, é mais fácil decorar. Realmente, até pra quem tem só o básico do inglês, as vezes é melhor juntar grana e vir passar um tempo aqui do que investir em cursos caros de inglês. Na prática, existem muitas expressões e gírias que você dificilmente aprenderá nas aulas, por isso a experiência é tão enriquecedora.

A vizinhança aqui é bem tranquila também, a rua inteira é praticamente rodeada de fraternidades/casas de estudante e é tudo bem pertinho. Até agora não peguei nenhum transporte público mas já rodei horrorres aqui. Tem o best buy, burguer king, o campus da universidade, mercado, cinema (o cinema da Fox com as grandes premieres é aqui pertinho!!), um monte de outras lanchonetes/restaurantes… enfim, tudo!!

Pra morar aqui na UCHA, você tem que ser estudante da UCLA, como visitante pode vir também, mas pagará mais caro e não poderá ficar tanto tempo. COMPENSA MUUUUITO! Mesmo se você não puder/quiser cursar uma faculdade aqui, a UCLA também tem opções pra quem quer fazer uns cursos de curta/longa duração de idiomas, principalmente o inglês. Além de ser uma opção bem mais barata, você poderá se beneficiar como membro da UCHA também. Ou seja, não necessariamente precisa cursar uma faculdade na UCLA.

Ainda tenho muito o que explorar aqui e conforme o tempo passa eu posto novidades. Até!

 

Alguns links úteis:

Housing Cooperatives (Wikipédia)

National Association of Housing Cooperatives (NAHC)

The American Language Center UCLA

UCLA Extension

De Cuiabá a Los Angeles – O trajeto entre aeroportos!

Oláá, enquanto aguardava o voo para LA no Hartsfield-Jackson Atlanta International Airport, fui escrevendo esse post e até o momento só posso dizer que está sendo maravilhoso! Nossa, é outro mundo, quanta tecnologia, praticidade, segurança, enfim… que delícia tudo isso e eu ainda nem cheguei direito em LA!

Família, amor da minha vida e amigos, obrigada pela força, apoio e o carinho! Só Deus sabe o quanto os amo e estimo, a saudade será dolorosa mas o retorno “em breve” me conforta a dar continuidade a este sonho…

Enfim, vamos ao objetivo deste post:

Meu trajeto foi CGB-BSB-ATL-LAX, ou seja, Cuiabá-Brasília-Atlanta-Los Angeles. Saí de CGB ontem às 12:50 e cheguei em BSB aproximadade as 15:20 (sempre vou mencionar o horário local!), em BSB, como de praxe, aguardei cerca de 6h e meia até embarcar para ATL as 22:02. Pra falar a verdade, achei que fosse ser mais cansativo e achei que fosse até ter mais tempo pra assistir as séries que separei, entretanto, eu acabei me distraindo com as lojas, idas e vindas ao banheiro, comilanças e a bookstore que no fim, passou até rápido.

Em BSB eu embarquei num avião da Delta Airlines na classe econômica. Confesso que esperava um ambiente mais espaçoso, pro meu desconforto as poltronas não eram mais confortáveis e/ou mais espaçosas que os voos que já fiz com a Gol. Inclusive por cerca de 100-200 dólares a mais você pode pedir uma poltrona “economy confort” e ter um pouco mais de espaço. Entetanto, o atendimento foi excelente, estava incluso um jantar e café-da-manhã bem completos e bebidas variadas, inclusive cerveja e vinho (O.o), além disso cada poltrona contava com pequenas telas de LCD cheia daqueles menus interativos com jogos, filmes… Eu tava doida pra ver vários, inclusive Iron Lady e J. Edgar mas eu sentei ao lado de um chinês muito falante e eu simplesmente não consegui ignorá-lo -_-, anyway, depois também acabei dormindo um pouco e eu acabei não aproveitando muito as opções.

Para o jantar as opções eram: arroz, feijão e bife (thx God não escolhi ele pois o “bife” deles tava impossível de cortar e com um sabor péssimo, segundo a brasileira que sentou atrás de mim), o que eles chamam de pasta ou macarrão (escolhi esse, na verdade era um Penne sequinho com alguns vegetais) e salada com pedaços de frango. Todos acompanhavam salada, pão, queijo Polenghi (A-DO-RO ahahahah), manteiga e uma sobremesa que até agora não sei bem o que era. Alguma coisa parecida com bolo de baunilha e recheio de milho, sei lá, tava bom também.

No café-da-manhã que eu senti mesmo a gordice americana chegando, serviram um pão bem fofo com recheio de ovo, queijo e uns pedaços de tomate. Mas o curioso era o tal do ovo, pegaram só a gema, moldaram ela num quadrado e “grosseiramente” colocaram ele dentro do pão. Tava gostoso, porém, bem gordo pra um café-da-manhã. Serviram também iogurte, suco, café…

Aaah o café… eu que achava que ia tomar O café, THE starbucks… só decepção. Bem que eu desconfiei (né mor? xD) que não era grande coisa. Eu experimentei só o cappuccino do Starbucks e não achei bom não, é bem barato considerando o tamanho do copo (saiu por USD 4,44 um copo com 500ml), porém até o Rei do Mate ganhou deles.

Cara, o aeroporto de Atlanta é lindo! É imenso, muito organizado, eu tô muito boba aqui, até o bebedouro era lindo ahahahaha… Tem até um tipo de metrô dentro dele, exatamente, um metrô pra você ir de um portão de embarque a outro. O processo de imigração é feito na primeira cidade que você desembarcar nos EUA, seja conexão ou o destino final. Eu fiz em ATL e foi bem tranquilo. Como a Duda já me antecipou, você recebe dois forms para preencher no avião mesmo, recomendo deixar em mãos o passaporte para preencher os dados do form. E não deixe pra última hora, quando eu desembarquei praticamente não tinha filas, entretanto, logo que saí começou a lotar e se você estiver fazendo uma conexão (como eu), pode não dar tempo de fazer tudo e ainda pegar o próximo voo!

Não se preocupe, não se desespere, tem placas em todo o canto guiando exatamente para onde você deve ir e, se souber um pouco de inglês, atendentes muitíssimo educados te ajudarão no que for preciso. Primeiro você passa pela polícia federal americana que confere seus docs, sua foto (o oficial ficou comparando a foto do passport comigo pelo menos umas 3x rs), se tiver o DS-2019 ou I-20 já deixe em mãos pois irá precisar. Ele só pergunta o básico, confirmando tudo: fazer o que, quanto tempo e como vai se bancar enquanto estiver aqui. Também coletarão/confirmarão suas digitais e tirarão uma foto sua – depois de horas de voo, você imagina minha cara né ¬¬. Depois disso, você pega suas bagagens e encaminha-as para outra esteira

Em ATL, embarquei para LAX as 9:45 e foi um voo curiosamente divertido. Sentei ao lado de um casal de brasileiros muito simpáticos e o piloto do avião ficou contando piadas praticamente o voo todo. Ele conseguiu adiantar cerca de meia hora e cheguei mais cedo em Los Angeles, cerca de 11:30 eu estava lá (horários locais sempre, o tempo de voo em si foi de quase 5 horas). O trajeto é lindo de se ver pela janela, considerando que passa por diversos estados e diversas paisagens (tirei algumas fotos, depois posto aqui).

Chegando no LAX, o aeroporto é uma loucura, enooooooooooooooorme de grande e lotado, foi bem tranquilo. Eu havia explorado o site do aeroporto antes e me informei sobre os serviços de vans que saem bem mais baratos que pagar Taxi até o local que você for. Se estiver com pouca bagagem, compensa até ir de ônibus, considerando que é tudo muito rápido e bem sinalizado. Existem várias companhias de vans com vários tipos de serviço, as mais baratas são aquelas da placa laranja com a identificação “shared ride vans”, eu achei a empresa SuperShuttle com a tarifa mais barata. Sem reservar antes pelo site, custou-me 24 dólares, um trajeto de quase 20km. Reservando online parece que sai uns 5-6 dólares mais barato e táxi, só se você tiver com grana sobrando… ia me custar quase 60 dólares!! É bom porque você pode passear um pouco, ver a cidade que É LINDA DEMAIS!!!

*Editei esse post e finalizei quando já havia me acomodado aqui na UCHA (depois de passear um pouco pelo campus, ir a banco, best buy, tudo com a ajuda da minha roommate e guia oficial Ana \o/ ahahaha valeu!), e para a co-op, será preciso um post único porque tem muuuuita coisa ainda pra descobrir… Tô exausta mas muito feliz! A sensação e primeira impressão que ficou é de que assim que pisei em solo americano, alias, assim que peguei o voo internacional, percebi estar lidando com pessoas muitíssimo educadas, bem informadas, onde as coisas realmente podem dar certo e funcionam.

Quero ser bolsista pelo Ciência sem Fronteiras, o que fazer?!

UPDATE

Pessoal, o post original foi escrito em Março de 2012. Desde então, houveram MUITAS alterações no programa, portanto, cabe BOM SENSO quando forem ler as informações abaixo. Para ter certeza da veracidade de qualquer informação, basta procurá-las nos sites oficiais e editais publicados do programa. 

Segue abaixo o post original:

Se você pretende tentar uma bolsa pelo programa Ciência sem Fronteiras (CsF), vou listar algumas dicas valiosas que me ajudaram muito nesse processo e que poderão ajudá-lo também. Inclusive, coisas que fogem muito do edital e que poderiam até fazer você desistir mas, garanto que nem tudo está perdido! Pra saber mais sobre o programa, veja no site os detalhes.

A princípio, os editais abriram somente pra algumas áreas de interesse, entretanto este é um projeto que se extenderá pelo menos até 2014 (se Dona Dilma e os próximos presidentes também deixarem ahaha) e possivelmente será ampliado para outras áreas. Além disso, é um programa que com certeza abriu e ainda abrirá muitas outras oportunidades de mobilidades internacionais, até mesmo através de programas dentro da sua universidade, é só ficar de olho. Muitas vezes não tem muita divulgação e você quem deve correr atrás dos detalhes… A UFMT por exemplo, já dispõe de algumas opções, entretanto nenhuma delas ainda soa tão atraente como o CsF que paga boa parte das despesas.

Bom, vou mencionar tudo dentro do primeiro edital do programa, que é aquele no qual estou inserida. Agora surgiram outros editais com outras regras, porém, várias dicas ainda poderão ser úteis. Dentre os pré-requisitos para conseguir a bolsa, seja graduação sanduíche ou pós-graduação, alguns principais eram:

1. Ter certificado de proficiência no idioma de destino que você quer ir, e a nota mínima varia de acordo com cada idioma.

2. Possuir um coeficiente de rendimento de pelo menos 7.

3. Estar inserido em algum projeto de pesquisa, ser bolsista de iniciação científica, extensão, PET…

4. Ter cursado pelo menos 20% e no máximo 80% da graduação/pós…

5. Claro, nunca ter reprovado.

6. Você deve entrar em contato com a universidade que deseja ir e VOCÊ deve negociar praticamente tudo com eles, se tiver um orientador pra ajudar/indicar, sorte sua!

Para os itens 1 e 2, a solução é basicamente a mesma (abaixo). O restante depende muito mais de você mesmo, da sua “história” na universidade.

No caso do certificado de proficiência, eu mesma já não encaixava neste pré-requisito e ainda assim consegui. O edital, assim como a maioria dos outros publicados, pede uma nota mínima do inglês de uns 540 no TOEFL. Eu tenho o certificado de Cambridge, no nível do FCE e com nota C (aqui tem uma tabela comparativa das notas). Sim, vergonhosamente tirei a nota mínima para conseguir o certificado ahahaha, anyway, agora não importa, deu certo do mesmo jeito… Se você não tem a nota suficiente, se ela pelo menos se aproxima do mínimo OU se você tem uma boa noção de inglês, consegue escrever bem (de repente fez um intercâmbio, sei lá…) mas não tem o certificado, você TEM SIM chances de conseguir! Além disso, se você também se comprometer a realizar o teste de proficiência em tempo hábil e garantir que conseguirá a nota, também é uma chance… Um tanto quanto arriscada eu acredito, considerando que não são provas nem um pouco fáceis. De qualquer forma, conseguindo a carta de aceite, pode apostar que tudo isso não será problema.

O item 6 é o principal. Como eu disse, tudo que você precisará é da autorização da universidade que você deseja ir, ou, a famosa carta de aceite da universidade. Porém, essa carta você só conseguirá com MUITO esforço, paciência e determinação. Quando eu vi que me encaixava na maioria dos pré-requisitos, exceto essa parte do inglês, pensei muito, quase desisti sem tentar, mas graças ao estímulo do meu namorado, família, amigos (obrigada gente!! :D), resolvi PELO MENOS tentar.

A primeira coisa a se fazer é pesquisar por todas as universidades possíveis que se encaixam no idioma que você souber. Entre no site das instituições, explore-os ao máximo. De preferência, já tenha mentalizado ou anotado um plano de estudos, você precisará encaixar algumas disciplinas com as mesmas do seu curso no Brasil, ou estágio/pesquisa. Quando tiver isso, ao explorar os sites das universidades no exterior, dê enfoque para a webpage do seu curso, procure o contato de professores ou de algum departamento que lide somente com questões internacionais e, acredito que esta seja a melhor opção. Outros sites disponibilizam o contato direto de algum setor internacional, entretanto estes poderão ser úteis somente lááá na frente quando você já tiver com a carta de aceite em mãos. Lembrando que esta carta, na maioria das vezes é disponibilizada pelo diretor/professor da faculdade e não pela universidade como um todo, então muitas vezes esse departamento só te encaminhará para entrar em contato com o diretor ou algum professor do seu curso/faculdade.

Depois que você estiver com os contatos listados (eu mandei pra umas 15 universidades), é hora de preparar um e-mail, um BOM e-mail! Ele garantirá uma resposta favorável a você, ou um não ou simplesmente um ignorar.

O e-mail bem elaborado geralmente segue alguns padrões:

– Identificar-se (óbvio) com nome E sobrenome, acrescente a idade, instituição que você estuda, curso, qual ano/semestre está, se é bolsista de pesquisa… Enfim, paragrafe um pouco sobre você, seu perfil, pra eles te conhecerem melhor.

– Explique sobre o programa, várias universidades não sabem a respeito dele, inclua o link direto do CsF e/ou anexe um edital no e-mail

– Mencione as disciplinas que você gostaria de cursar, se poderá fazer estágio ou pesquisa. Se quiser adiantar, traduza livremente o seu histórico escolar e já anexe no e-mail para agilizar a análise da faculdade em aceitar você, e ver compatibilidade de disciplinas.

– Demonstre o seu interesse desde o começo, explique brevemente seu objetivo ao estudar numa insituição no exterior (ampliar horizontes, conhecimento, incorporar, enfim…)

– Seja formal, evite expressões verbais, abreviações, use todos os acentos, escreva da forma mais correta possível!

Depois que estiver com o e-mail pronto, é só ir enviando para as universidades e torcer para responderem rápido e de uma forma favorável!!

Daí pra conseguir a carta, poderá ser um longo processo, trocando e-mails, tirando dúvidas, até “fechar” seu plano de estudos. Esse trajeto varia muito em cada instituição. Outras são mais exigentes e podem pedir vários documentos, dentre eles: seu curriculum e do seu orientador ou até mesmo uma redação com os seus objetivos acadêmicos.

Fique de olho também no fuso horário do outro país pois, muitas vezes você poderá receber e-mails à noite ou de madrugada e não espere para responder!

Algumas universidades também poderão exigir que você faça um pré-registro para avaliar seu caso e poderá custar alguns dólares/euros… prepare o bolso pra isso, se for o caso.

Sobre a UCLA:

A UCLA não exige pagamento algum antes da confirmação de tudo, entretanto, após conseguir a carta de aceite, você articulará com diferentes setores que exigirão diferentes taxas com diferentes formas de pagamento, além de diferentes documentos. As taxas escolares (tuition/fees) variam DEMAAAAIS, não dá mencionar um padrão. Na UCLA, cada disciplina saiu por cerca de USD 1,000, com o restante das taxas escolares, sem moradia/alimentação, ficou cerca de USD 14,000 por dois trimestres. Lá eles não aceitam alunos internacionais da graduação morando dentro do campus, então você deverá se virar pra procurar isso, tem muitas opções pertinho da universidade e provavelmente alguém da UCLA enviará a você a lista com os melhores locais custo/benefício.

Além disso, atente-se para o tipo de visto que deverá retirar, as universidades variam nisso também! A UCLA, para estudantes da graduação, aceita somente o F-1.

É isso! Lembrando de alguma outra coisa, acrescento aqui. Boa sorte!

Como vou levar o meu dinheiro para o exterior?

Se você vai viajar para o exterior, pode ter certeza que não valerá a pena utilizar o seu cartão de crédito internacional do banco no qual você é correntista, somente em casos de extrema necessidade. Considerando que você estará a mercê da economia (altos e baixos do dólar) e pagará taxas e mais taxas para o banco, é mais vantajoso fazer um cartão pré-pago internacional.

Hoje, aproveitando a pequena queda do dólar que – sabe-se lá quando isso vai acontecer de novo, fui fazer o Visa Travel Money (VTM) numa casa de câmbio. A princípio, quando eu pesquisei, pareceu mais vantajoso fazer esse cartão através do Banco do Brasil, no qual eu sou correntista. Porém, depois de descobrir que são cobradas inúmeras taxas extras, não vale a pela MESMO.

A questão é que, você pode fazer esse cartão em vários locais e escolher outras bandeiras também, a MasterCard por exemplo. Mas você deve pesquisar muito bem se escolherá o seu banco, casas cambiais, agências de viagens… Porque cada um destes locais podem variar nas taxas cambiais e, acredite, 1 centavo faz muita diferença.

Pelo Banco do Brasil, a cotação do dólar é ótima, se comparada a maioria das casas cambiais, entretanto eles cobram o IOF de 6,38%, além de R$ 50,00 para adesão do contrato do cartão. Toda vez que for realizar uma recarga (de no mínimo USD 100,00) você também pagará outros R$ 50,00. O mesmo serve para quando você retornar de viagem, se sobrar dinheiro e quiser sacar o valor de volta aqui no Brasil pagará outros cinquentão. Na maioria das casas cambiais, você paga apenas R$ 10-15 de adesão de contrato, o IOF geralmente é bem mais baixo (me custou 0,38% na Confidence), não pagará nada extra para outras recargas e, se tiver paciência pra pesquisar, vai encontrar valores cambiais tão bons quanto no banco.

Geralmente, pelo que eu percebi, as casas de câmbio aumentam cerca de 2-7 centavos no valor do dólar turismo de venda, que é utilizado para essas operações: compra em espécie e VTM. Por exemplo, a taxa oficial que eu vi hoje no UOL (Thomson Reuters) antes de ir pra casa de câmbio, era de 1,87. Quando liguei na casa, eles me informaram 1,89. Assim como eu também liguei em outras, que variaram de 1,89 a 1,93. Inclusive, algumas variam esse valor se você escolher comprar em espécie ou creditar no cartão. Por isso, pesquise tudo muito bem e com antecedência!!

A verdade é que, quando se planeja a viagem com bastante antecedência, o melhor a fazer é acompanhar diariamente a cotação da moeda estrangeira que utilizará. No momento, quem tá “mandando” mais é o dólar, então se é de dólar que você precisa, verifique religiosamente as cotações e não espere outro dia pra comprar quando ver uma queda considerável. Eu, como dependia muito de confirmações do CNPq e da UCLA pra “fechar” mesmo a minha viagem, tive que esperar todo esse tempo, que o dólar só tem aumentado nos últimos meses, pra comprar e acabei saindo um pouco no prejuízo com isso.

Bom, sobre o VTM, funciona assim: Independente do local que você fizer, deve levar os documentos pessoais e na dúvida, leve também algum comprovante de viagem (passagens, carta…). O Banco disse que necessitava, mas na casa de câmbio eu não precisei desse comprovante. O cadastro é feito na hora e o cartão também fica pronto na hora. No dia que fizer isso, já deverá “carregar” o cartão com no mínimo USD 100 e no máximo USD 10.000 (este valor pode variar se escolher outra moeda). A maioria das casas cambiais só aceitam receber os valores em dinheiro e algumas aceitam a transferência/depósito bancário, nenhuma das que eu pesquisei aceitavam cartões de débito/crédito para fazer as operações.

Você receberá o cartão juntamente com a senha de 4 dígitos que poderá ser alterada pela internet. Também, pela internet, poderá conferir seu saldo, alterar dados, fazer outras operações… Isso tudo pela Confidence! Não tenho certeza se outras empresas também funcionam assim. Lembrando que no exterior, você utilizará esse cartão com a função CRÉDITO sempre que realizar as compras. Para saques, é cobrado USD 2,50 e outras operações também podem sofrer taxas, mas tudo com valores bem consideráveis. Estas taxas também são as mesmas se escolher MasterCard ou outra empresa cambial (olhei em várias e os valores eram os mesmos). Também é possível que outra pessoa (somente parentes de primeiro grau: pais e irmãos) depositem dinheiro nesse seu cartão, sem qualquer taxa extra e deve ser feito no mínimo USD 100,00.

Eu depositei boa parte do dinheiro nesse cartão e também vou levar alguns dólares em espécie. Lembrando que se for levar mais de USD 10.000 em espécie, deve declarar o valor no aeroporto (que loucura levar tudo isso em espécie O.o mas, enfim…). É bem vantajoso já ir guardando alguns dólares nesse cartão, principalmente pela segurança de saber que você não perderá esse dinheiro, por não sofrer as alterações cambiais diárias.

Viajar pro exterior não é fácil não e, definitivamente, sai mais caro do que pensamos. Além de ter todos os gastos com passagens, visto, documentos… Ainda tem que acompanhar a economia e sofrer com a conversão de moedas estrangeiras. Portanto, calculadora na mão e mãos a obra!

Algumas empresas de câmbio:

Confidence

Grupo Fitta

Fox

MoneyCard

Grupo Rendimento – Cotação

Outros links úteis:

UOL Economia

Banco Central do Brasil – Cotações

Visa Travel Money

Dicas para emissão de visto para os EUA – parte II

Bom, entrevista agendada, documentos checados, tudo ok. Chegou o grande dia!

Para aqueles que não residem em Brasília ou alguma Seção Consular Americana (Recife, Sampa e Rio) e terão que comprar passagens. Já sabem né? Chegar PELO MENOS 2 horas antes na cidade. A minha entrevista estava agendada para o dia 13/03 as 11 da manhã (hoje! é, eu tive a ideia de criar esse blog enquanto esperava pra embarcar de volta pra casa durante 2-3 hs no aeroporto JK…). Eu cheguei em Brasília pouco antes das 8 da manhã… muito cedo? Pode apostar que não. Meu voo de retorno foi às 16:58 e cheguei em Cuiabá cerca de 17:30. Nunca se sabe o que pode acontecer, dei uma boa margem de tempo por segurança, sugiro você fazer o mesmo.

Do Aeroporto JK (BSB) até a Embaixada existem vários opções de transporte: caronetis (sortudo!! Eu não tive esse luxo); táxi – para os que estão podendo, eu não tava (http://www.tarifadetaxi.com/); ônibus executivo (foi esse mesmo! Paguei R$ 8,00 mas valeu a pena) e o ônibus circular da cidade mesmo, varia de R$ 1,50-3,00 dependendo do trajeto que escolher. Eu não sei muito bem como funciona esse último, pelo que pesquisei, teria que pegar duas conduções (descer na rodoviária do Plano Piloto ou Catedral, sei lá…), fiquei com medo de me perder e escolhi o Executivo mesmo. No Google Maps você encontrará a localização certinho.

Esse é uma ótima opção pra quem quer gastar pouco mas quer manter um pouco do luxo (ahahaha), custa R$ 8,00, tem ar-condicionado, é bem vazio e os atendentes foram muitíssimo educados, inclusive o cobrador fez até serviço de guia-turístico durante o percurso. Logo na saída do aeroporto, no desembarque, à direita você encontra a placa dessa linha para aguardar o ônibus. Passa a cada meia hora (8, 8:30, 9…) e demorou menos de meia hora – com pouco trânsito – do aeroporto até a Embaixada. Você irá descer no Ministério da Agricultura (qualquer coisa também pergunte ao motorista ou cobrador, tenho certeza que serão gentis com você) e praticamente vai atravessar em linha reta o Ministério (passa o estacionamento, desce uns degraus de uma escada meio escondida), até chegar na Praça Portugal, logo à frente verá a Embaixada Americana, geralmente você visualizará a fila pra entrar, a bandeira americana etc. Anda um bocado viu, uns 500m, então, vá com sapatos confortáveis. Para retornar ao aeroporto é só voltar pro mesmo ponto de ônibus que desceu e esperar o Executivo de novo (o retorno é um pouco mais demorado, ele dá outras voltas, cerca de 40 minutos com pouco trânsito).

Chegando na Embaixada, lá fora ainda, num pátio coberto com toldo, você verá a fila, separada por horários. Atente-se pois o formado das placas informando os horários é frente-e-verso, olhe os dois lados para certificar-se de que está na fila certa, senão volta lá pra trás!! E, antes de entrar na fila, verifique seus documentos e guarde: bolsa, notebook, celular (é, não pode entrar nem com celular), câmeras, enfim, qualquer aparelho eletrônico e/ou perfuro-cortante, no guarda-volumes situado pertinho do balcão lá fora, é um serviço à parte e é cobrado, me custou R$ 15,00 porque eu tava com notebook ¬¬ mas, se não tiver coisas de muito valor, é mais barato. Também separe no bolso uma boa quantia, pelo menos R$ 50,00 pra pagar a taxa do correio que envia seu Passaporte e Visto pra casa. Essa você pagará por último, depois da entrevista. Esse valor varia muito, eu achei que pra mim fosse sair barato considerando que Cuiabá não é tão longe de BSB… Mas me custou R$ 40,00!! Pobre de quem mora nos extremos do Brasil…

Na fila, você aguardará ser chamado, é por ordem de chegada e horários, eu cheguei lá 8:40. Como a minha entrevista era somente as 11, esperei todos das 9 e 10 horas serem chamados para depois eu entrar. Mas acredite, tinha gente já formando a fila das 13 da tarde!! Não demorou TANTO, cerca de 1h e 20 minutos até eu ser chamada (“próximooo!!”). Nessa primeira etapa, um atendente irá lhe pedir passaporte, a foto (leeembra?), o DS-160 (aquela página de confirmação com sua foto, cód. de barras e com boa qualidade de impressão) e se for o caso, o DS-2019 e/ou I-20 e o SEVIS. Se esquecer alguma coisa, já era, será barrado, portanto, conferir nunca é demais!!. Vi gente lá que sofreu porque teve que tirar foto depois e pagou uma fortuna, lá perto não tem nada então é tudo caro! Sem contar que perdeu o horário da entrevista e ficou de molho por horas lá…

Se estiver tudo ok, o atendente te encaminhará para entrar na Embaixada, é ooooutra fila pra entrar. Nessa hora, o esquema de segurança é aquele mesmo, detector de metais, conferir bolsos, bolsa, pastas… Passou? Maravilha! Você será autorizado a entrar e seguir o caminha da direita até entrar na Embaixada “em si”.

Lá dentro, não assusta não com a quantidade de gente e de FILA, é assim mesmo, fila pra tudo. Entrando, se tiver com aquela taxa do Citibank (USD 140,00) paga, você pula essa fila (tá vendo como é bom?!) e vai pra outra fila (ahahaha, alegria de pobre…) pra deixar seus documentos e pegar uma senha. Essa senha é aleatória, fique atento, se for usar o banheiro, seja rápido, não demoram muito a chamar. Depois que chamam sua senha, devolvem seus docs numa pequena pasta timbrada e… adivinha?? Você vai pra OUTRA fila! Pra registarem suas digitais, é num guichê com divisória de vidro. A atendente pedirá os docs na pastinha, coletará as digitais, devolverá a pastinha e você é encaminhado para… a última fila, espero.

Finalmente é a entrevista, essa última fila demora um pouco mais também, mas relaxa, tem até umas cadeiras pra descansar. A entrevista em si foi BEM diferente do que imaginei, eu jurava que fosse ser em alguma sala reservada. É o oposto, na frente de tudo e todos, pra quem quiser ouvir o seu “aprovado” ou “recusado”, no mesmo esquema guichê de banco só que mais seguro, com divisórias, vidro blindado e talz… O entrevistador/atendente é americano e pelo que observei, são todos muitíssimo simpáticos. A que me atendeu foi um doce, de verdade! Pediu meus documentos, perguntou qual era o meu objetivo, quanto tempo ia ficar lá e como ia ser “bancada”. Quando eu mencionei o programa CsF, ela nem pediu mais nada, nem sequer a carta de benefícios do CNPq, em questão de minutos (no máximo 5) ela autorizou o visto, pediu para eu me encaminhar até o posto dos Correios (ali dentro mesmo) e pagar a taxa salgada. Não precisei comprovar renda nenhuma à parte.

Ah sim, no começo, quando você vai pegar aquela senha, a atendente lhe pergunta se você sabe inglês e se a entrevista pode ser em inglês, eu disse que sim. No final, a outra americana que realizou a entrevista, falou em português mesmo. Então, isso varia também, de qualquer forma, você pode pedir que seja em português, sem problema nenhum.

Saindo desse guichê, vá até o Correio, preencha o envelope (você pega ele na entrada, logo depois de pegar a senha), pague a taxa e, se tudo der certo, saia feliz da vida a caminho de casa pra esperar o visto e o passaporte!

A entrevista varia muito pelo que observei enquanto aguardava. Eles podem ser breves mas também podem ser muito específicos, acho que depende também do tipo de visto. Vi atendente perguntar pra uma moça até qual tipo de pós-graduação ela fazia, onde e quando ia terminar (O.o); vi também um rapaz que ia para NY a negócios por 30 dias e seu visto foi recusado por ser “muito tempo para negócios” segundo a própria atendente informou. Vi também gente atolada de papéis pra comprovar renda…

Enfim, como estudante, acredito que essa parte seja mais fácil, assim como foi pra mim. As 11 e meia eu já havia terminado tudo e estava retornando para o aeroporto. Foi bom chegar cedo no fim das contas…

No geral, fui muito bem atendida por todos, sempre prestativos e educados. Não tô querendo bajular ninguém não mas, realmente foi mais tranquilo ao ver que existe o rigor mas nem por isso os atendentes deixaram de nos tranquilizar quanto aos procedimentos.

Outro lembrete: O visto demora no máximo 10 dias contados a partir da data da entrevista. Inclusive no envelope a ser enviado pelos correios já fica carimbada a data máxima para chegar na sua casa. Por exemplo: minha entrevista foi no dia 13 de Março, foi carimbado o dia 26 de Março. Isso facilita um pouco o seu planejamento da viagem. Eu vi um rapaz que pediu para adiantar a chegada do seu visto, diretamente com a atendente que o entrevistou, ela pediu a ele 1 minuto, conversou com alguém lá dentro e conseguiu isso pra ele, não sei quanto tempo antes e nem os detalhes. Mas vi que é possível, claro que depende de cada caso, cada visto, local…

 

Se eu lembrar de mais alguns detalhes, edito o post. É isso.

Boa sorte!